quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Tolerância, please!


A síndica reclama do barulho que faz o sofá-cama ao ser aberto. Reclama do barulho que faz a janela ao ser aberta para verificar o clima de manhã. Professores reclamam que fizemos os trabalhos errados. Temos dois dias de aula de uma determina disciplina livre para a realização de um trabalho e justamente nesses dois dias as instituições das quais necessitávamos estavam indisponíveis, e embora a culpa não seja nossa, o azar fica para nós. Que ocupemos então as horas das outras disciplinas. Simples ora!
Diante desses acontecimentos eu me pergunto até que ponto a culpa disso é só nossa?
O sofá-cama daqui de casa nunca foi aberto, a janela do apartamento faz sim barulho, mas não acorda nem quem mora dentro do apartamento. Os trabalhos são feitos de modo equivocado por que falta alguém que explique de maneira clara o que realmente quer. A professora que escolheu que fizéssemos um trabalho na escola em dias de eleições (em todo o estado) não aceita que ocupemos mais uma de suas aulas já que o erro na escolha das datas foi dela.
A culpa nunca é nossa. A culpa é sempre dos outros.
As pessoas devem estar preocupadas demais com o próprio umbigo e não conseguem ter um pingo de tolerância com o resto do mundo. Talvez as pessoas sejam mesmo perfeitas e não se permitam errar ou talvez colocar a culpa nos outros seja melhor, seja mais cômodo.
Mas eu imagino que ter um mundo que gire em torno de si deve ser ruim, todas as coisas se modificarão para que se ajustem a nós e alcançar um nível tão alto de perfeição que não seja permitido errar também deve ser péssimo, me privaria de aprender com os erros, que muitas vezes é o melhor método de aprendizagem.
São coisas pequenas do dia-a-dia mas que demonstram o quanto as pessoas são individualistas e atribuem a tudo somente a sua visão limitada dos fatos.
Eu sei que isso não vai mudar. Julgar os outros como sendo os principais culpados de tudo é fácil, o difícil é saber olhar para si com a mesma visão crítica e enxergar os próprios defeitos.
Um dia eu me convenço de que sou a única errada na história e mando todo mundo pra bem longe, por que daí não vou ter mais nada a perder mesmo, mas enquanto esse dia não chega e eu "dependo" da boa educação para sobreviver eu respiro fundo e conto até dez...

1...
2...
3...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Adaptar-se e reinventar-se



Eu sei que a adaptação é essencial à vida humana e a capacidade pra nos ajustarmos às melhores formas também, mas fazer disso um tratado e em conseqüência viver num mundo de conformidades não dá. Uma hora a gente cansa, a gente cresce, o espaço em que estamos fica pequeno e começa a incomodar.
Surge, então, a necessidade de gritar, de clamar pelo direito a um espaço maior, um espaço em que nossas atitudes possam ser tomadas pelo emocional e não mais pelo racional.
É o que se tem tentatado, mas enquanto não consigo um maior território, vou fazer da paciência minha aliada para que eu possa me adaptar a este incômodo espaço o qual me submeto.
Eu sei que eu até vou me ajustar, mas ainda assim, eu não me conformo, não me conformo...